sábado, 4 de dezembro de 2010

PLANO DE AULA, SEQUÊNCIA DIDÁTICA E PROJETO DE TRABALHO.

Durante todo esse semestre trabalhamos, entre outros assuntos, três conceitos: plano de aula, sequência didática e projeto de trabalho. A seguir, uma breve definição sobre os temas:


1) PLANO DE AULA

a) Conceito

Módulo mínimo de planejamento, essa atividade é dada em uma única aula. Pode ser avulsa ou estar inserida em uma seqüência didática ou em um projeto.

Devem estar claros para o professor: o conteúdo a ser trabalhado, os objetivos de aprendizagem, que recursos serão necessários para desenvolver a aula e como será avaliado o aproveitamento do aluno.

b) Esquema de Plano de aula

Série:

Data:

Tema:

Objetivos:

Conteúdo:

Metodologia:

Recursos didáticos:

Avaliação:

Bibliografia:



2) SEQÜÊNCIA DIDÁTICA

a) Conceito

Nessa modalidade, a duração é limitada a algumas semanas de aula. O conteúdo é mais específico que o de um projeto e é explorado em atividades seguidas, que se tornam cada vez mais complexas. Um exemplo de Matemática é a resolução de uma série de problemas que explorem a adição e a subtração, cuja dificuldade aumente a cada aula.

b) Esquema de Seqüência didática

Título: Gênero textual

1) Apresentar o gênero textual a ser trabalhado;

2) Avaliar o conhecimento prévio dos alunos sobre o gênero escolhido;

3) Apresentar outros exemplares do gênero escolhido;

4) Organizar e sistematizar o conhecimento sobre o gênero, com estudo detalhado de seus elementos, de sua situação de produção e da forma como esse gênero circula (no jornal ou num livro, por exemplo);

5) Propor a criação inicial de um texto pertinente ao gênero para saber quais aspectos desse gênero é preciso trabalhar mais;

6) Ampliar o repertório dos alunos, colocando-os em contato com mais textos do gênero escolhido;

7) Fazer uma produção escrita coletiva com a turma, com  professor escrevendo, para que todos troquem conhecimentos e passem a dominar melhor o gênero estudado;

8) Fazer uma produção escrita individual;

9) Fazer a revisão e a reescrita da produção individual, melhorando-a.



3) PROJETO DE ENSINO

a) Conceito

Tem duração longa, pode levar até um ano. Envolve a construção de um produto final – um livro, uma exposição, uma campanha, por exemplo – destinado a um público definido, que podem ser outros alunos, os pais, os moradores do bairro etc. Nesse caso, a participação da turma se dá em todas as etapas do planejamento.

b) Esquema de Projeto de Ensino

Título
Aqui é registrado um tema levantado pelo aluno, grupo ou sugerido pelo professor.

Porque vai se desenvolver o projeto?
Aqui são registrados os motivos do desenvolvimento projeto.

O que já se sabe sobre o assunto?
Aqui é registrado o que os alunos sabem sobre o assunto.

Onde procurar saber mais sobre o tema?
Aqui são registrados os meios para se saber mais sobre o tema: pesquisas bibliográficas ou de campo.

Como apresentar o projeto?
Aqui são registradas as formas de apresentação do projeto: cartazes, seminários, vídeos, debates, etc.

Para quem apresentar o projeto?
Aqui se registra para quem será apresentado o projeto: para a classe, outra classe, escola, comunidade escolar, etc.

O que foi aprendido com o projeto?
Aqui são registrados os novos conhecimentos, valores, procedimentos e construído, novos problemas a serem resolvidos.

Fonte: http://www.aulalivre.com – Material publicado pelo professor Dirceu Zaleski Filho. Acesso em 04 dez 2010.

IDEOLOGIA

Um assunto bastante amplo, e com diversas possibilidades de compreensão, achamos que esse video poderá nos ajudar de uma forma mais "lúdica" na reflexão do tema...



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

FILME A ONDA

A HISTÓRIA: O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) queria dar uma aula de anarquia para seus alunos do ensino médio, mas foi “obrigado” por um colega e pela diretora da escola a preparar aulas de autocracia. Inicialmente ele fica surpresa com a sala cheia – provavelmente boa parte dos alunos está mais interessado no professor “rock’n roll” do que no tema em si, já que a maioria nem sabe do que se trata autocracia -, com um número de alunos que só aumentaria graças a sua maneira “diferente” de lecionar. Impelido por um questionamento em sala de aula e pela vontade de mostrar trabalho para os demais colegas, Rainer começa um experimento em classe que vai mudar a vida de seus alunos e criar perplexidade na comunidade local.
E como é inevitável, o filme mostra que existem dois lados da moeda chamada “autocracia”. Se em uma face do experimento de Rainer Wenger vemos a jovens se sentindo “poderosos” enquanto grupo unido em uma mesma “ideologia”, de outro contemplamos a exclusão sumária de qualquer forma de pensamento contrário. Não existe espaço para dúvidas ou para idéias diferentes daquela que a gestão autoritária do grupo dominante prega. Isso pode ser visto em sistemas autocratas mais óbvios, como o de uma ditadura, e até mesmo em formas “prioritárias” de pensamento em sociedades democráticas como a nossa – quem hoje em dia questiona o capitalismo, o livre consumo, o uso da internet em todos os cantos? O pensamento crítico, geralmente, não é bem visto ou considerado de “bom tom”. Mesmo na tão proclamada democracia.

ESTADO

Este resumo foi elaborado na aula de Educação, Política e Sociedade, Ministrada pelo professor Halferd Carlos Ribeiro Junior e teve como objetivo evidenciar as principais definições de “Estado” tendo como parâmetro o texto: "Política e Sociedade: as Formas do Estado", P.R. FERREIRA, p.132-152:





ESTADO
ESTADO ABSOLUTISTA

ESTADO LIBERAL

ESTADO LIBERAL DEMOCRÁTICO

ESTADO DO BEM ESTAR SOCIAL


Ø Entidade abstrata que comanda e organiza a vida em sociedade, composta por diversas instituições, de caráter político, que comanda um tipo complexo de organização social.

Ø É algo inevitável na vida em sociedade e está presente em diferentes épocas.

Ø É a forma superior de organização política humana.

Ø Cabe ao Estado o domínio da força e da repressão, a proteção ao território e do povo, o estabelecimento da lei, a manutenção da infraestrutura da sociedade.

Ø É a forma hegemônica de organização política no mundo contemporâneo.
Ø Não é o estágio mais elevado da organização das sociedades; é simplesmente uma forma de organização político-social entre outras.

Ø Do ponto de vista histórico é preciso considerar a grande diversidade de formas de Estado, e não se pode defini-lo em um único conceito.




Ø É resultado de um longo processo histórico que começa com a crise da sociedade feudal, a partir do século XIV.
Ø Surge uma nova classe social: a burguesia, composta pela nobreza e o clero.

Ø Formado com o apoio burguês, centraliza todas as decisões políticas, e sua força se estendeu por vastos territórios antes controlados pelos senhores feudais.

Ø Nunca se interessou em afastar a Igreja da cena política, preferiu submete - lá a seu poderio,conservando sua função religiosa, pois assim o próprio Estado dela se beneficiaria.

Ø Segundo a doutrina do direito divino dos reis, o monarca é representante do poder de Deus na Terra e as sua autoridade deve ser sagrada.

Ø Começa a surgir pistas para a separação entre a pessoa do monarca e o poder político do Estado.

Ø Começa a se estabelecer a diferença entre o que era público e o que era privado.

Ø O bem público é um bem de todos não podendo, portanto, ser de ninguém em particular.

Ø O poder político se centralizou fortemente no interior de um domínio territorial/nacional.

Ø O rei governava com o Conselho de Ministros.

Ø A burguesia estabelece alianças políticas com os monarcas.

Ø Sua força estendeu-se por vastos territórios antes controlados pelos senhores feudais.
Ø Teve Thomas Hobbes como seu grande representante teórico, e para ele o Estado Absolutista significava a realização máxima de uma sociedade civilizada e racional.

Ø Visava à acumulação de poder e soberania, para evitar que os instintos naturais manifestam nos homens rompessem com o equilíbrio necessário ao desenvolvimento da consciência nacional.

Ø Sustentava a doutrina do direito divino dos reis, na qual o monarca é o representante de Deus na Terra e sua autoridade deve ser sagrada.

Ø Favoreceu a distinção clara entre privado e público.

Ø Protegeu a nobreza feudal das revoltas camponesas.

Ø É possível tomá-lo como um Estado Burguês, uma vez que foi responsável pelas medidas econômicas e políticas, fundamentais ao avanço da chamada acumulação primitiva do capital.



Ø Substitui o Estado Absolutista. Mas certas características foram mantidas e desenvolvidas no processo de criação do novo poder. A soberania do Estado foi uma delas; assim, a progressiva centralização das decisões políticas se perpetuou.

Ø Zela pela segurança de todos (interna e externa), pela segurança pública, protegendo os indivíduos contra medidas e atos que possam subverter seus direitos inalienáveis.

Ø As leis norteavam as relações entre os indivíduos e entre estes e o Estado.

Ø A economia capitalista foi chamada de economia de livre concorrência.
Ø A burguesia do século XVIII, caracterizado como século das luzes, reivindicava uma ampla liberdade nas atividades econômicas, restringindo assim, o poder político do Estado.

Ø Para a burguesia iluminista, a sociedade se civilizaria ao incorporar os valores que defendiam especialmente a liberdade de mercado.

Ø Todos compravam e vendiam mercadorias, mas havia grandes diferenças sociais: de um lado, a burguesia como classe social proprietária dos meios de produção, do outro, os trabalhadores proprietários de sua força de trabalho.

Ø O poder do rei emana do povo e não de Deus.

Ø A economia capitalista libertou a propriedade privada para as atividades de compra e venda.
Ø O servo, antigo  
trabalhador rural, se transformou em trabalhador livre.

Ø O homem passou a ser visto como dono do próprio destino.

Ø A revolução foi uma grande transformação social, alterando a economia, a vida dos seus protagonistas, a política, as artes, a cultura, enfim, toda a sociedade.


Ø A burguesia revolucionária rompeu as restrições feudais e, ao implantar um regime político mais aberto, acabou por criar o Estado Liberal-Democrático.

Ø O Parlamento recebia os representantes da sociedade civil através de certas organizações políticas chamadas partidos. Os partidos políticos surgiram, a partir do século XIX.

Ø O partido político seria uma espécie de veículo que levaria a sociedade civil ao estado. Para viabilizar esse trânsito, seria necessária a existência de um mecanismo por meio do qual a sociedade civil pudesse escolher seus representantes. Esse mecanismo seria a eleição com direito de voto extensivo a todos os cidadãos.

Ø O direito ao sufrágio universal foi uma invenção da burguesia revolucionária.

Ø No inicio a sociedade capitalista introduziu o voto censitário.

Ø Durante o século XIX, o direito ao sufrágio universal sem restrições de renda, foi uma reivindicação sempre presente nas lutas do proletariado.

Ø Acentuava as pressões da classe operaria contra a dominação burguesa.

Ø Os recursos arrecadados pelo Estado sempre foram de grande valia quando voltados para a busca de soluções para as crises do sistema capitalista.

Ø Capta recursos e investe no desenvolvimento econômico para garantir a manutenção desse sistema social.
Ø Foi estabelecido apenas nas sociedades em que a burguesia entrou em choque direto com a nobreza resistente.

Ø A burguesia teve de adaptar seu programa revolucionário para atender aos interesses da maioria da população, sendo o único meio encontrado para assumir o poder.

Ø O Parlamento ganha um novo papel: representante legítimo da sociedade civil.

Ø O Parlamento deixa de ser o grande centro das decisões políticas.


Ø A burguesia almeja o lucro para aumentar o seu capital e obter mais lucro.

Ø O capitalismo financeiro passa a dominar globalmente as atividades econômicas.

Ø O capital se transfere da esfera privada para a pública.

Ø O Estado se transforma em uma organização entrelaçada com a sociedade civil.

Ø As forças sociais se tornam em forças econômicas poderosíssimas.

Ø O Parlamento perde a importância e, por consequência, perde poder político para outros órgãos do Estado capitalista.

Ø A organização política do proletariado cresce e se aperfeiçoa.

Ø A classe operária se organiza em sindicatos, segundo os ramos de produção ou de acordo com a categoria profissional.

Ø A burguesia passa a admitir os movimentos dos trabalhadores e procura incorporá-los cada vez mais ao sistema político.

Ø Os conflitos entre as classes sociais burguesia e proletariado, embaralham a noção de público e privado.

Ø Cobrando impostos da burguesia, garantindo emprego e assistência social ao trabalhador, o Estado passou a ser interpretado como um agente redistribuidor de renda.

Ø O estado do Bem Estar Social interferiu na economia para garantir o pleno emprego.



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

HÁ MUITO TEMPO ATRÁS...

Durante uma aula da professora Gilcia, no mês de agosto de 2010, realizamos a leitura do texto abaixo, porém sem termos acesso à data em que foi escrito. Ficamos surpresos após verificarmos que trata-se de um texto escrito no ano de 1659, por Comênius, "o pai da Didática", pois o assunto tratado por ele é também um tema muito abordado em nossos dias, e o que causa mais espanto, é que a situação nas escolas não mudaram muito com o passar dos séculos... 


TEXTO

“Desde há mais de cem anos, espalhou-se uma grande quantidade de lamentações sobre a desordem das escolas e do método, e, sobretudo nos últimos trinta anos, pensou-se ansiosamente nos remédios. Mas, com que proveito?
As escolas permaneceram tais quais eram. Se alguém, particularmente, ai em qualquer escola em particular, começou a fazer qualquer coisa, pouco adiantou: ou foi acolhido pelas gargalhadas dos ignorantes, ou coberto pela inveja dos malévolos, ou então, privado de auxílios, sucumbiu aos pesos dos trabalhos; e assim até agora, todas as tentativas tem resultado vãs”.


Texto de Comênius– Pai da Didática    -    1659    Século XVII   
Extraído do livro: Didática Magma.

FORMAÇÃO CONTINUADA

Assunto discutido em aula dia 05/10/10

Por meio da leitura e discussão do texto abaixo referido, realizamos uma discussão sobre alguns aspectos da formação continuada, que destacamos a seguir:

Texto: Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro.    Demerval Saviani

Formação Continuada:
A formação continuada exige que o professor esteja sempre em um processo de reciclagem atualizando o seu conhecimento cultural-cognitivo e também pedagógico-didático.
Ou seja, deverá conhecer o seu grupo de trabalho (alunos), respeitando todas as diferenças, aplicando seu conteúdo de forma significativa.
Mostrando para os alunos que as diferenças fazem parte do crescimento da sociedade e agrega conhecimento a todos.

SER UM PROFESSOR ÉTICO É...


Assunto discutido em aula dia 28/09/10.
Discutimos sobre o que é ser um professor ético e destacamos alguns pontos:


SER UM PROFESSOR ÉTICO É...

Ser responsável, assumir as suas atribuições colaborando para o desenvolvimento do próximo.

Ter consciência da sua responsabilidade na formação do ser humano.

Respeitar as opiniões dos alunos, não ser autoritário, ter uma visão critica sobre as possibilidades de desenvolvimento das capacidades do aluno, estar consciente de que não é apenas o transmissor do conhecimento, de que também o esta recebendo.

Estar sempre motivado para buscar novos conhecimentos.

Saber que o aluno é o foco do seu trabalho, procurar estar sempre próximo ao cotidiano do aluno, fazendo da sua aula algo mais interessante e significativo para o aluno.